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Você não vem brincar?

04.07.2016

 

O livro de hoje é dele: Ilan Brenman.

Um autor que amo de paixão. Já publicou mais de 60 livros infantis, inclusive o famoso: “Até as princesas soltam pum”.

Já falei dele aqui no blog, e hoje, vou falar de um livro que lemos em casa essa noite.

O título é: “Você não vem brincar?

Pulicado pela editora Brinque-book e ilustrado por Carlos Giovani.

Eu não conhecia o ilustrador, mas fiquei fã dele. Os cenários e personagens são incríveis. Ele conta que para desenhar o personagem e seus amigos, usou papel, caixas de papelão, madeira, tecidos e tintas para mostrar as texturas e volumes.

E é possível verificar isso em cada página.

É o tipo de história que precisava de uma ilustração fantástica. E eles conseguiram.

O tema é interessante e bem atual. Acredito que se trata de um dilema vivido por muitos pais hoje em dia. Pelo menos aqui em casa travamos uma luta diária de limites, horários e negociações para o uso dos eletrônicos.

E é exatamente disso que o livro fala.

Tem um garoto chamado Pedro (que meus filhos já associaram ao jogo Minecraft em razão da cabeça quadrada – olha o drama) que passa a história toda com um tablet na mão.

A irmã está brincando com blocos de montar e pergunta se ele não quer brincar. Pedro responde sem desviar os olhos do tablete:

“ - Mas eu já estou brincando”.

O amigo o chama para brincar de subir na árvore e ele responde da mesma maneira:

“ – Mas eu já estou brincando”.

Os amigos da escola o convidam para brincar no recreio e ele nem ouve.

E durante todo o livro quando o pai, a mãe e os avós convidam ele para brincar de quebra cabeças, teatro e jogar peão a resposta é sempre a mesma:

“- Mas eu já estou brincando”.

E tem várias cenas do Pedro grudado nos eletrônicos.

No fim do livro, é que ele levanta os olhos do tablet e percebe que sua família estava brincando exatamente da mesma coisa que ele. Só que todos estavam jogando peão juntos, enquanto ele estava sozinho brincando virtualmente.

Para variar, o autor (já disse que sou fã? Risos) conseguiu captar exatamente o que acontece no mundo atual de nossas crianças.

Eu vi meus filhos na figura do Pedro. Olhos fixos na tela. Não ouvem e nem olham para o lado.

Te deixam falando sozinha. No vácuo, sem resposta.

É preocupante e irritante.

Muitas vezes, vem vários amigos aqui em casa e todos já chegam com seus tablets. Se deixar, passam o dia no mundo virtual. Tem até uma linguagem própria.

Ficamos fazendo um grande esforço para eles se interessarem por outras coisas, como se não tivessem mais nada para fazer. E olha que meus filhos ainda não estão em redes sociais e muito menos tem um celular (para o desespero deles).

Por isso temos regras e horários (uma hora por dia). Porque não dá para fugir da tecnologia, mas não dá para deixá-los mergulhados nesse mundo.

No final do livro, tem uma observação muito interessante dos autor que vou transcrever aqui:

 

“Perguntei para muitas crianças o que as deixava felizes e nenhuma resposta mencionava smartphone, tablet, ou videogame. Ao contrário, o que ouvi foi: “estar com a minha família”, “coisas quentinhas”, “jogar futebol”, “piscina”, “brincar com os amigos”. “almoçar com os meus pais”, “viajar” e “ouvir histórias”.

É evidente que as crianças devem ter contato com a tecnologia, isso faz parte do cotidiano delas. No entanto, o preocupante é acreditar que essas ferramentas são a salvação da lavoura, que as usando elas serão mais inteligentes, sociáveis e principalmente felizes e é isso o que os pais mais querem para seus filhos: a felicidade”.

‘A TECNOLOGIA NOS PROPORCIONA MOMENTOS PRAZEROSOS E AUXILIA NOSSA ROTINA E SAÚDE, MAS A FELICIDADE NÃO SE ENCONTRA NELA”.

 

Ilan Brenman conseguem novamente nos encantar com uma história atual envolvendo um garoto, seus eletrônicos, amigos e família.

Sem falar que o livro ficou lindo!

Adoramos as ilustrações. Muito bom conhecer talentos como o do Carlo Giovani.

São 23 páginas bem ilustradas com pequenas frases em cada uma. Acho interessante a leitura compartilhada para os pequenos que não irão se cansar e também a leitura independente para os que já conseguem ler.

Vamos aproveitar as férias para ler e refletir sobre o uso excessivo de eletrônicos, ainda mais para os maiorzinhos, que vão ficando difíceis de convencer.

Vale a pena a leitura. Aqui em casa, todo mundo adorou (e olha que adoram o mundo virtual de Minecraft e Clash Royale).

Espero que gostem. E podem aguardar que com certeza falarei de mais livros do Ilan Brenman por aqui.

Uma boa semana.

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